Versão paga do Instagram e Facebook? Saiba como vai funcionar
A Meta anunciou que, nas próximas semanas, os usuários do Reino Unido terão a opção de assinar versões pagas do Instagram e do Facebook para usar as redes sociais sem a presença de anúncios publicitários. Essa novidade atende a orientações recentes do Information Commissioner’s Office (ICO), órgão regulador britânico de proteção de dados, que pediu mais transparência e escolha para os usuários quanto ao uso de seus dados pessoais para publicidade.
O preço da assinatura será de £2,99 por mês (aproximadamente R$ 21,50) para acesso via web, e £3,99 por mês (cerca de R$ 28,50) para quem usar os aplicativos em dispositivos iOS ou Android. Estes valores valem para a conta principal do usuário, seja no Instagram ou no Facebook. Caso o usuário queira estender a remoção de anúncios para outras contas vinculadas ao mesmo perfil na Central de Contas da Meta, será cobrada uma taxa adicional com desconto: £2 por mês na web e £3 por mês nos aplicativos para celulares.
A diferença de preço entre a web e os aplicativos ocorre devido às taxas cobradas pela Apple e pelo Google nas transações realizadas dentro de seus respectivos sistemas.
Usuários poderão continuar utilizando Instagram e Facebook gratuitamente
Os assinantes terão uma experiência sem anúncios personalizados, e seus dados pessoais não serão utilizados para fins publicitários, garantindo uma experiência mais limpa, porém com todos os recursos disponíveis da plataforma. Já os usuários que optarem por continuar com a versão gratuita seguirão vendo publicidade, mas poderão controlar a forma como os anúncios aparecem utilizando ferramentas de preferência como “Por que estou vendo este anúncio?”.
Essa medida representa uma resposta da Meta às exigências regulatórias do Reino Unido, mas também sinaliza uma possível transformação no modelo de negócios das redes sociais, que tradicionalmente foram gratuitas e sustentadas inteiramente pela publicidade. Ao oferecer uma alternativa paga, a Meta diversifica suas fontes de receita e proporciona aos usuários maior controle sobre sua privacidade e experiência online.
Embora a assinatura ainda esteja limitada ao Reino Unido, há expectativa de que esse modelo possa ser expandido para outros países, inclusive o Brasil, no futuro próximo, levantando discussões sobre até que ponto os usuários estarão dispostos a pagar por serviços que historicamente foram gratuitos.
A Meta destaca que acredita em uma internet sustentada por anúncios, que garanta acesso gratuito e personalizado a todos, mas reconhece a importância de oferecer opções que preservem a privacidade e o direito de escolha dos usuários.